Precisava?
Nosso início na Copa do Brasil poderia ter sido...
Melhor?
Não sei…
Essa fórmula da Copa do Brasil me desagrada demais, sobretudo se colocada em comparação com a da Copa da Inglaterra.
Não existe nenhum tipo de milagre ou invenção muito criativa, basta misturar todo mundo no mesmo pode, fazer um jogo único, em mando de campo sorteado.
Você coloca um elemento a mais de “alea”, provoca choques prematuros de dois gigantes de um lado e dois times de divisões muito inferiores do outro. Você ganha em emoção equilibra um pouco algo que já é tão desigual e tira esse astral que ronda essa fase:
Do time microscópico e irrelevante enfrentando um candidato ao título.
Piora muito se esse time abre mão da sua dignidade e vende mando de campo, tornando sua participação no torceio um meio de conseguir alguma grana pra seguir existindo em sua insignificância.
Aí, várias circunstâncias surgem:
Tem obrigação de golear.
Ou entra com o time reserva e descansa o elenco?
Mas mesmo com time reserva, tem obrigação de golear!
Dentre outras…
No jogo de hoje, para piorar, aconteceu algo que eu não via desde os anos 80: um time usar de violência covarde e deliberada para parar as jogadas! Logo aos 12 minutos, uma tesoura assassina do lateral deles tirou do jogo o Vitor Roque, que vinha de longa ausência e iniciava uma partida como titular depois de muito tempo!
O time sentiu.
O estádio sentiu.
Eu senti… ódio e vontade de matar o desgraçado!
A partir desse fato, o jogo virou uma mistura de lição de casa enfadonha com contenção de danos.
Para evitar que mais gente saísse machucada, o árbitro tratou de expulsar um facínora e isso acabou acalmando um pouco os ânimos.
Um gol de pênalti e outro nos acréscimos, de um Felipe Anderson mais uma vez parecendo ter saído de uma endoscopia!
No segundo tempo, um roteiro conhecido e inevitável.
Jogadores sem muita vontade, time pequeno satisfeito com a derrota e o baixo astral amalgamado à apreensão com a contusão do Vitor Roque.
Sai mais um gol, em mais um pênalti. Periga os canalhas do ladelá da Dutra encherem o saco.
Abel mexe no time e o Árias poderia ao menos ter dito que não tava bem, ativar o modo Bartleby e meter um “prefiro não” quando foi chamado para entrar.
Luighi tem algumas características preocupantes: é ruim, burro e pretensioso.
Flaco tentou um lance meio acrobático… precisava do goleiro defender? O que muda na vida dele?
Precisava?
Abel inverte os laterais… um lateral direito ruim jogando na direita e um lateral esquerdo ruim jogando na esquerda… quando invertem… faça as contas!
Precisava?
3x0 é um placar elástico o suficiente para a gente não pensar no jogo de volta, que nem vai ser na Bahia e sim, em Londrina. Já podemos nos considerar nas oitavas, onde a gente tem sido eliminado nos últimos anos, das piores formas possíveis.
Não precisa, né?
Fim de semana tem jogo à vera, espero que o time vire a chave rápido e pense que vamos enfrentar um adversário de Série A.
E tomara que não seja grave a contusão do Vitor Roque!



